Adorei fazer este trabalho de campo numa turma de series inicias da EJA, o que me proporcionou ter um contato com esta modalidade de ensino, que antes da Interdisciplina já conhecia, mais não tinha a noção real do seu funcionamento.
Através deste trabalho de observação, pude realmente perceber o quanto a EJA é diferente das demais, pois são pessoas que não tiveram oportunidade de estudar quando criança, e agora depois de adultos com muitas dificuldades que enfrentam no seu dia-a-dia, vêem buscar mais informações, buscando melhores condições de vida. Com apenas uma noite de contato com essa turma, no dia da observação estavam presentes nove alunos, nos quais todos nos relataram à grande importância de estarem estudando, alguns alunos até falaram, que diante de muitos preocupações cotidianas, procuram vim estudar porque ali se sentem mais fortalecidos para enfrentar a vida, se sentem muito bem na escola, com a professora e a turma.
A pesquisa de campo possibilitou acesso a informações relevantes sobre o processo estrutural da modalidade da EJA, onde o sistema de ensino se adapta as necessidades e realidades do aluno, dentro do processo específico de ler e escrever, que “se desenvolve a partir de uma situação coletiva, que pode ser uma conversa, a leitura da manchete de um jornal, uma atividade lúdica, onde todos opinam, contribuem e pedem contribuição”. Regina Hara.
Mostrando postagens com marcador EJA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador EJA. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
domingo, 13 de setembro de 2009
COMPLEMENTAÇÃO DA POSTAGEM ANTERIOR: "EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS"
Em primeiro lugar gostaria de dizer, que fiz a escolha deste minicurso, por não saber nada sobre o assunto, até mesmo desconhecia se alguma escola da nossa região ofericia esta modalidade de ensino.
Nesse minicurso que fiz, foi ministrado por duas pessoas de Belo Horizonte, eles mostraram a realidade e as percepções dos alunos na região metropolina de Belo Horizonte, diante da provável relação entre a educação escolar e o mundo do trabalho.
Desta forma eles expuseram um questionário composto de perguntas objetivas e não objetivas, a fim de saber o que pensavam e buscavam estes alunos que voltaram à escola.
Através desta pesquisa, permitiu que eles vissem qual o perfil do aluno da EJA que eles tinham em sala de aula. A maioria é adulta na faixa etária de 32 anos, que esperam que através do estudo possam ter uma melhora na qualidade de vida, principalmente no trabalho, já que a maioria deles resolveu voltar a estudar para conseguir um melhor emprego.
No final da explanação deles, outras professoras da EJA que estavam assistindo também falaram sobre suas experiências, das dificuldades que enfrentam nesta modalidade de ensino, como a falta de material didático especifico para está modalidade, até uma pessoa comentou que quando começou a atuar com EJA, lecionava com a alfabetização e usava a mesma metodologia que usaria em uma classe de alfabetização de crianças. E na verdade sabe-se que é uma modalidade de ensino que se diferencia do ensino regular em sua organização, pois, possui metodologias e ciclos de acordo com as necessidades de seus alunos, onde se deve considerar as diferenças individuais e a bagagem cultural dos alunos. A população da EJA chega à escola com um saber próprio, elaborado a partir de suas relações sociais e dos seus mecanismos de sobrevivência. O contexto cultural do aluno trabalhador deve ser a ponte entre o seu saber e o que a escola pode proporcionar, evitando assim, o desinteresse, os conflitos e a expectativa de fracasso que acabam proporcionando a evasão.
Nesse minicurso que fiz, foi ministrado por duas pessoas de Belo Horizonte, eles mostraram a realidade e as percepções dos alunos na região metropolina de Belo Horizonte, diante da provável relação entre a educação escolar e o mundo do trabalho.
Desta forma eles expuseram um questionário composto de perguntas objetivas e não objetivas, a fim de saber o que pensavam e buscavam estes alunos que voltaram à escola.
Através desta pesquisa, permitiu que eles vissem qual o perfil do aluno da EJA que eles tinham em sala de aula. A maioria é adulta na faixa etária de 32 anos, que esperam que através do estudo possam ter uma melhora na qualidade de vida, principalmente no trabalho, já que a maioria deles resolveu voltar a estudar para conseguir um melhor emprego.
No final da explanação deles, outras professoras da EJA que estavam assistindo também falaram sobre suas experiências, das dificuldades que enfrentam nesta modalidade de ensino, como a falta de material didático especifico para está modalidade, até uma pessoa comentou que quando começou a atuar com EJA, lecionava com a alfabetização e usava a mesma metodologia que usaria em uma classe de alfabetização de crianças. E na verdade sabe-se que é uma modalidade de ensino que se diferencia do ensino regular em sua organização, pois, possui metodologias e ciclos de acordo com as necessidades de seus alunos, onde se deve considerar as diferenças individuais e a bagagem cultural dos alunos. A população da EJA chega à escola com um saber próprio, elaborado a partir de suas relações sociais e dos seus mecanismos de sobrevivência. O contexto cultural do aluno trabalhador deve ser a ponte entre o seu saber e o que a escola pode proporcionar, evitando assim, o desinteresse, os conflitos e a expectativa de fracasso que acabam proporcionando a evasão.
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTO
Acredito que a Interdisciplina da EJA, promoverá muitas aprendizagens neste eixo. No III Simpósio Internacional, VI Fórum Nacional de Educação de Torres, que aconteceu no mês de maio deste ano em Torres, presenciei algumas palestras (mini curso) sobre EJA, pois tive interesse por esse assunto, já que é uma coisa que não tenho muito conhecimento, e no Município onde morro não oferece essa modalidade de ensino.
Percebo que essa é uma modalidade que deve ser pensada de forma diferenciada, pois são alunos em sua maioria são trabalhadores, tem uma carga muito grande experiências, que devem ser valorizadas pelo professor, ou seja, a educação deve ser voltada a realidade do aluno que venha contribuir com conhecimentos que aperfeiçoe cada vez mais no seu trabalho.
Percebo que essa é uma modalidade que deve ser pensada de forma diferenciada, pois são alunos em sua maioria são trabalhadores, tem uma carga muito grande experiências, que devem ser valorizadas pelo professor, ou seja, a educação deve ser voltada a realidade do aluno que venha contribuir com conhecimentos que aperfeiçoe cada vez mais no seu trabalho.
Assinar:
Postagens (Atom)